Disciplina: Eletricidade e Magnetismo
Experiência: Eletrização
Objetivo
Verificar a eletrização, a indução e a polarização nos
materiais
Introdução Teórica
Eletrização
As primeiras descobertas das
quais se tem notícia, relacionadas com fenômenos elétricos, foram feitas pelos
gregos, na Antiguidade. O filósofo e matemático Thales, que vivia na cidade de
Mileto no século VI a.C. observou que um pedaço de âmbar (uma pedra amarelada,
que se origina na fossilização de resinas proveniente de árvores), após ser
atritada com uma pele de animal, adquiria a propriedade de atrair corpos leves
(como pedaços de palha e sementes de grama).
Somente
cerca de 2000 anos mais tarde é que começaram a ser feitas observações
sistemáticas e cuidadosas de fenômenos elétricos. O ciêntista
inglês W. Gilbert observou que vários outros corpos ao serem atritados, se
comportavam como o âmbar e que a atração exercida por eles se manifestava sobre
qualquer outro corpo, mesmo que este não fosse leve.
Como a
palavra grega correspondente ao âmbar é o électron, Gilbert passou a usar o
termo "eletrização", "eletricidade", etc.
Modernamente
sabemos que todas as substâncias podem apresentar comportamento semelhante ao
âmbar, isto é, podem ser eletrizadas ao serem atritadas com outra substância.
Carga positiva e carga negativa
Realizando-se experiências com
vários corpos eletrizados, verificou-se que eles podem ser separados em dois
grupos distintos:
1º Grupo - constituído pelos
corpos que têm corportamento igual ao de uma barra de
vidro atritada com seda. Verificando-se que todos os outros corpos eletrizados,
deste grupo, repelem-se uns aos outros. Dizemos que estes corpos estão eletrizados positivamente ou que, ao
serem atritados, adquiram uma carga
positiva.
2º Grupo - constituído pelos corpos
que se comportam como uma barra de borracha atritada com um pedaço de lã.
Verifica-se também que todos os corpos deste grupo repelem-se uns aos outros,
mas atraem os corpos do grupo anterior. Dizemos que os corpos deste 2º grupo
estão eletrizados negativamente ou
que possuem carga negativa
Chegamos, portanto, a conclusão
que existem dois tipos de cargas elétricas: positivas e negativas. As cargas
elétricas de mesmo nome (mesmo sinal) se repelem e as cargas de nomes
diferentes (sinais contrários) se atraem.
Condutores e Isolantes
Quando
vários átomos se reúnem para formar certos sólidos, como, por exemplo, os
metais, os elétrons das órbitas mais externas não permanecem ligados aos
respectivos átomos, adquirindo liberdade de se movimentar no interior do
sólido. Estes elétrons são denominados elétrons
livres. Portanto, nos sólidos que possuem elétrons livres, é possível que a
carga elétrica seja transportada através deles e, por isto, dizemos que estas
substâncias são condutores de
eletricidade. Por exemplo: se ligarmos os pólos de uma bateria por meio de
um fio metálico, os elétrons livres do metal entrarão em movimento,
deslocando-se de um pólo para o outro. Assim, as cargas elétricas estarão se
deslocando através do fio, constituindo uma corrente elétrica.
Em resumo:
os sólidos que, como os metais, possuem elétrons livres em seu interior,
permitem o deslocamento de carga elétrica através deles sendo, por este motivo,
denominados "condutores de eletricidade".
Isolantes
(ou dielétricos) - ao contrário dos condutores, existem sólidos nos quais os
elétrons estão firmemente ligados aos respectivos átomos, isto é, estas
substâncias não possuem elétrons livres (ou o número de elétrons livres é
relativamente pequeno). Portanto, não será possível o deslocamento da carga
elétrica através destes corpos, que são denominados isolantes elétricos ou dielétricos.
A porcelana, a borracha, o vidro, o plástico, o papel, a madeira etc. são
exemplos típicos de substâncias isolantes.
Indução e Polarização
Consideremos um condutor AB, no estado neutro (não eletrizado),
apoiado em um suporte isolante. Aproximemos do condutor, sem tocá-lo, um corpo,
I, eletrizado positivamente. Os
elétrons livres, existentes em grande quantidade no condutor são atraídos pela
carga positiva do corpo I,
acumulando-se na extremidade A. Como conseqüência deste deslocamento das cargas
negativas para A, a extremidade B apresentará um excesso de cargas postivas.
Observe que a aproximação do
corpo carregado provocou, no condutor, uma separação de cargas, embora, como um
todo, ele continue neutro (sua carga total é nula). Esta separação de cargas em
um condutor, provocada pela aproximação de um corpo eletrizado, é denominada indução eletrostática. O corpo I que provocou a indução é denominado indutor e as cargas que aparecem nas
extremidades do condutor são denominadas cargas
induzidas.
Eletrização por indução
Suponha
que, mantendo o indutor fixo em sua posição, liguemos à Terra, por meio de um
fio metálico, o condutor que sofreu a indução eletrostática. Esta ligação fará
com que os elétrons livres passem da Terra para o condutor. Estes elétrons
neutralizarão a carga positiva induzida localizada na extremidade B do condutor.
Se
desfizermos a ligação com a Terra e, em seguida, afastarmos o indutor, a carga
negativa induzida, que estava localizada na extremidade A, se distribuirá pela superfície do condutor. Então o condutor
adquiriu uma carga negativa, isto é, uma carga de sinal contrário a carga do
indutor. Este, por sua vez, não perdeu nem recebeu carga durante o processo.
Esta maneira de eletrizar um condutor é denominada eletrização por indução.
Lista de Materiais
·
isopor
·
palitos de sorvete
·
papel
·
papel alumínio
·
linha de costura
·
canudinhos plásticos dobráveis
·
fita adesiva
·
bastão de vidro
·
flanela
São montados dois pêndulos, um de papel e um de papel
alumínio, cada um sobre uma base de isopor, uma terceira base de isopor é
montada com uma pequena chapa de papel alumínio.
Procedimento Experimental e Resultados
Primeiramente
atritei o canudo plástico com a flanela. Depois aproximando o canudo dos
pêndulos, o canudo os atraia.
Atritando
novamente o canudo com a flanela e aproximando da placa de alumínio, era
possível sentir que o canudo estava sendo atraído pela placa.
Então, os
mesmos procedimendos foram executados desta vez com o
bastão de vidro atritando com a flanela, ao invés do canudo plástico. Os
resultados foram os mesmos, exceto pelo fato de que a atração dos pêndulos para
com o bastão era um pouco menor.
Desta vez
será testada a Eletrização por Indução. Atritei o canudo plástico com a
flanela, fazendo com que este adquirisse carga positiva. Em seguida aproximei-o
do lado esquerdo da placa metálica, dessa forma os elétrons da placa passariam
para este lado. Em seguida coloquei a mão do lado direito da placa, o meu corpo
neste caso fez a função de Terra e passou carga negativa para o lado direito da
placa metálica, normalizando-o. Afastei então o indutor (canudo plástico) da
placa metálica, fazendo com que esta ficasse eletrizada com carga negativa.
Isso pode ser comprovado quando eu aproximei o pêndulo desta placa, a placa
atraia o pêndulo para próximo de si (o pêndulo era mais leve).
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Ao aproximarmos um corpo eletrizado de um condutor,
observamos neste condutor uma separação de cargas
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Ao aproximarmos um corpo eletrizado de um condutor,
observamos neste condutor uma separação de cargas
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A carga negativa, induzida no condutor, distribui-se
pela sua superfície.
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Discussão
Os
resultados foram compatíveis com os apresentados na teoria. Na primeira etapa
ficou demonstrada a eletrização, quando atritei o canudo plástico com a flanela
e ele adquiria carga positiva atraindo o pêndulo. Na segunda etapa, ficou
provado o fenômeno da eletrização por indução, pois a chapa metálica ficou carregada
negativamente no final da experiência e isto pode ser provado quando aproximei
o pêndulo que foi então atraído.
Conclusão
Os
objetivos foram totalmente atingidos, visto que toda a teoria pode ser provada
de maneira que não deixasse dúvidas.
Uma situação
que não estava prevista inicialmente no experimento foi quando, acidentalmente
encostei o canudo plástico no pêndulo metálico. Repetindo o procedimento várias
vezes, o pêndulo ficou eletrizado positivamente. E então quando eu aproximava o
canudo, também eletrizado com cargas positivas, os dois se repeliam.