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NOTICE: This page is no longer mantained. Please check the new home page. Fabricio Aparecido Breve nº
16 2º
A FICHA DE
LEITURA A. Identificação ALENCAR, José de. Iracema. 21ª edição. São Paulo,
Editora Ática, 1990 B. O autor José de Alencar * Mecejana, 01/05/1829 † Rio de Janeiro, 12/12/1877 C. A obra: o significado O livro trata da história de
uma índia, Iracema, que se apaixona por Martim (um guerreiro estrangeiro), mas
Iracema não pode se casar com ele, pois guarda um segredo, o “segredo de
jurema”. O
nome do livro é devido ao nome da personagem principal. D. Personagens Iracema: índia da tribo dos
Tabajaras, virgem que guardava o
“segredo da jurema e o mistério do sonho”, filha de Araquém. Iracema era
“a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais lisos que a asa da
graúna, e mais longo que seu talhe de palmeira”. Martim: guerreiro americano, durante
a história recebera o nome indígena de “Coatiago” que significa “pintado”. Seu
povo havia levantado a taba perto do mar, onde viviam os pitiguaras, inimigos
dos Tabajaras Araquém: pai de Iracema e de Poti,
era pajé da tribo dos Tabajaras. Irapuã: o maior chefe da nação Tabajara Caubi: Irmão de Iracema, filho de
Araquém. Andira: irmão do pajé Poti: guerreiro pitiguara, irmão
de guerra de Martim. Jacaúna: Maior chefe pitiguar, irmão
de sangue de Poti. Jaguaraçu: Chefe da tribo dos
pescadores da nação Pitiguara. Jatoba: Pai de Poti e Jacaúna, havia
sido o maior chefe da nação Pitiguara Batuireté: Pai de Jatobá, também foi o
maior chefe da nação Pitiguara Moacir: Filho de Iracema e Martim. Japi: Cachorro de Poti. Durante
toda a história há muitos diálogos entre os personagens. Cito
a passagem: “—
Meu irmão, disse o chefe, teu pé criou raiz na terra do amor; fica. Poti
voltará breve. —
Teu irmão te acompanha; ele disse, a sua palavra é como a seta de teu arco:
quando soa, é chegada.” Há
também bastante descrição, como no trecho: “O
sol brilhava sempre sobre as praias do mar, e as areias refletiam os raios
ardentes; mas nem luz que vinha do céu, nem a luz que refletia da terra,
espancaram a sombra n’alma do cristão. Cada vez o crepúsculo era maior em sua
fronte.” As
personagens da história não são reais, mas representam pessoas que
poderiam existir na vida real, pois a
história é baseada na própria história do Brasil e dos indígenas. E. Narração Quem
conta a história é o próprio autor, o livro é contado todo em primeira pessoa.
O autor descreve o ambiente em trechos como estes: “Verdes mares bravios de
minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba” , “Verdes
mares, que brilhais como líquida esmeralda aos raios do sol nascente,
perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros”. A
história começa contando sobre um barco, onde estava Martim, e continua
descrevendo-o e também à Iracema. Iracema
se apaixona por Martim e ele por ela, mas os dois não podem ficar juntos, pois,
ela era a virgem que guardava o segredo da jurema, na noite em que é revelado o
segredo da jurema, Iracema foge com Martim, e os dois passam então à viver
juntos, junto aos Pitiguaras. Um
episódio que achei interessante, foi quando o Irapuã mandou que pegassem
Martim, Iracema conduziu Martim à cabana de Araquém. Irapuã foi até a casa de
Araquém para buscar Martim, e então Araquém disse: “—
O hóspede é amigo de Tupã: quem ofender o estrangeiro ouvirá rugir o trovão.” Tupã
e Araquém discutiram por um breve período. Andira,
o irmão de Araquém, entra na cabana trazendo no punho um tacape e dizendo: “—
O morcego vem te chupar o sangue, Irapuã, se é que tens sangue e não lama nas
veias, tu que ameaças em sua cabana o velho Pajé.” Araquém afasta Andira e diz a Irapuã que Tupã
iria se irar e o esmagar sob o peso de sua mão. Irapuã então disse que Tupã não
estava com Araquém. Araquém
dirigiu-se ao centro da cabana, ergueu uma grande pedra e calcou o pé no chão
com força, e a terra se abriu, e saiu do antro profundo um medonho gemido. Irapuã
assustado saiu dizendo: “—
O senhor do trovão é por ti; o senhor da guerra será por Irapuã” F. O Tempo A
história ocorre no presente. A história se passa por volta de 1865, época
quando o livro foi lançado. A história é narrada no presente. G. O Espaço Os fatos da história ocorrem na floresta, nas
aldeias indígenas, o lugar é hoje o Ceará. H. O
Vocabulário Tez: pele Aljofar: Gotas de água Ignotas: desconhecidas Plaga: Região, país Tripúdio: Libertinagem Mavioso: Suave, harmonioso Nenúfar: Erva aquática, de belas
flores Vil: De baixo preço ou pouco
valor, reles, ordinário Crestar: Queimar a superfície, de
leve; tostar Arfar: Respirar a custo, ofegar Estugava: Apressava Frêmito: Rumor surdo e áspero;
estremecimento, vibração Intanha: Pequeno sapo verde com
listras castanhas Funesto: nocivo, desastroso Arrebol: vermelhidão do nascer ou por
do sol Desdém: desprezo com orgulho Moquém: Grelha de varas para assar
ou secar a carne ou o peixe Debalde: em vão I. O leitor e
a obra Eu
gostei principalmente da personagem principal, Iracema, porque ela é quem tem
na verdade o grande dilema, escolher entre guardar o segredo da jurema ou ficar
com Martim. Eu não gostaria de ser nenhuma das personagens do livro, não
gostaria de ter sido indígena, não compreendo muitos de seus costumes e suas
tradições. Achei
a leitura interessante. Não é um livro muito difícil de se compreender, apesar
de usar um vocabulário muito difícil, cheio de palavras indígenas e palavras do
próprio português desconhecidas por mim. A história não é complicada, por fim
achei que este é um bom livro. Eu
não gostaria de viver em uma selva deve ser muito difícil, e às vezes muito
deserto e solitário. Se
eu fosse o autor não teria matado Iracema no final, teria escolhido um outro
fim, em que Martim voltasse para sua terra, mas junto de Iracema, e que um dia,
eles sentissem saudades e resolvessem voltar à viver dentre os Pitiguaras. |
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