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Fabricio Aparecido Breve nº 15                                                            1º A

 

A política indigenista brasileira

 

         Existe um órgão estatal, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), que tem como função aplicar a legislação do índio promulgado em 1973, esse estatuto do Índio diz que "cabe ao estado garantir os usos e costumes indígenas, bem como propiciar-lhes uma educação que vise sua verdadeira integração na sociedade nacional".

            O Estatuto é contraditório, pois como é possível integrar o índio na sociedade brasileira e ao mesmo tempo manter seus costumes? Ao fazer uma das coisas automaticamente, estaríamos negando a outra.

            Há uma oscilação na política indigenista nacional, existe ao mesmo tempo uma preocupação em se preservar a cultura e as terras indígenas e também há uma preocupação em "integrar" o índio na sociedade brasileira.

            O índio no Brasil é tratado como alguém que deve ser tutelado e não como um adulto livre que usufrui de seus direitos.

            Devido a estes problemas foi criada no Brasil a UNI (União das Nações Indígenas, que tem como objetivo coordenar as reivindicações e lutas dos índios e encontrar soluções para as propostas e soluções que não cabem somente ao governo brasileiro e à FUNAI.

            Podemos dizer que a política indigenista brasileira tenta de um lado proteger os índios, mas tutelando-os e confinando-os em reservas indígenas. Por outro lado, há os interesses econômicos ocasionados pelo progresso nessas áreas pouco exploradas.

            A demarcação das terras indígenas foi um exemplo de algo que pouco evoluiu durante o passar dos anos. Somente quando há pressões internas ou externas, conflitos armados, coisas que a imprensa nacional e internacional noticiam, é que o governo brasileiro se preocupa em fazer alguma coisa, demarcam as terras, que logo depois acabam sendo invadidas.

            Alguns poderosos grupos brasileiros questionam a demarcação das terras indígenas, achando que é "muita terra pra pouco índio", e que a pequena porcentagem de índios do Brasil não precisam de uma quantidade de terras tão grande, que seria melhor usar estas terras para o progresso do país.

            Mas na verdade, o que eles estão fazendo é confundir o padrão de vida do índio com o dos "civilizados", pois na verdade o índio pelo seu próprio modo tradicional de vida, precisa de muita terra, eles não depredam a natureza, eles garantem o número de reservas florestais e ecossistemas de que o país precisa. Então pode se dizer que o índio precisa de muito mais espaço do que o povo da cidade.

            Não faz assim sentido essa reclamação de que os índios tem mais espaço do que precisam, pois eles têm um modo de vida diferente do nosso.

            Os índios não desmatam, não destroem a natureza, pelo contrário vivem em harmonia com ela, garantindo as reservas florestais, tão importantes no final deste século XX. É por esse motivo que a luta pela demarcação das terras dos índios não é de interesse somente deles próprios, mas também de todos os que se preocupam com a democracia, com o respeito a essas culturas tradicionais e com a ecologia, com a preservação das poucas áreas florestais que ainda existem no país.

 

 
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